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Palavras ao vento

Este é o meu blogue! Uma espécie de diário, onde escrevo sobre a minha vida, partilhando os meus amores e desamores, os lugares por onde viajo e deixo sugestões sobre os melhores restaurantes e receitas. Inspiro o teu dia! ♡

Palavras ao vento

Este é o meu blogue! Uma espécie de diário, onde escrevo sobre a minha vida, partilhando os meus amores e desamores, os lugares por onde viajo e deixo sugestões sobre os melhores restaurantes e receitas. Inspiro o teu dia! ♡

Sobre os dias de coragem

há dias em que escolhes uma vírgula porque queres dar uma nova oportunidade. há dias em que escolhes reticências porque confias em dar tempo ao tempo.
há dias em que escolhes um ponto e vírgula porque [ainda] é
difícil aceitar que desistir não é uma coisa de gente fraca, é uma
escolha de gente [bem] forte.
e há dias em que escolhes mesmo um ponto final, parágrafo. porque aprendes a virar a página. porque aprendes a dizer não aos lugares sem coração. e porque aprendes a repetir para ti mesma: gosto [muito] mais de mim.

Vive na certeza

Quase deve ser um lugar frio e húmido . Um lugar que ninguém quer estar. Há gente que quase amou, quase que foi sincero , quase que abraçou, quase que chorou, quase que sentiu, quase cedeu,  quase tentou. Quase foi o amor de vida de alguém, quase que se manifestou, quase que me desejou . Quase que se declarou, quase que disse obrigado, quase que disse que precisou.
Quase é um lugar frio, um lugar um lugar que ninguem cheio de incertezas, cheio de dúvidas, cheio de remorsos e indiferenças.

Não vivas num quase. Vive na certeza do que queres, do que pensas, do que sentes.
Vive na certeza de dizeres que amas quem amas. Vive na certeza de sentires o que sentes, vive na certeza de cederes por amor, por alguém, vive na certeza de desejares aquilo que realmente desejas, vive na certeza de seres sincero, como gostarias que fossem contigo . Vive na certeza de te declarares ao amor da tua vida . Vive na certeza dos abraços que dás, dos beijos que dás e sobretudo nas palavras que dizes.

Carta

Para os casais ansiosos por desistir

Para os casais ansiosos por desistir porque nem tudo é perfeito num relacionamento... aqui há algo profundo para se pensar: O compromisso ao longo de toda a vida não é o que a maioria pensa que é. Não é acordar a cada manhã para fazer o café e tomá-lo juntos. Não é receber sempre abraços na cama até que os dois adormeçam. Não é uma casa limpa, cheia de risos e amor todos os dias. É alguém que rouba os cobertores e ronca e que é porta-voz de palavras duras algumas vezes. É entrar em desacordo, até que os corações se curem e se perdoem. É chegar em casa e encontrar a mesma pessoa todos os dias, alguém que se preocupa contigo e que te ama pelo que tu és. É rir de brincadeiras que vocês fazem, mesmo sem querer. É ter roupas sujas e camas por fazer. É ajudar um ao outro com o duro trabalho da vida. É aprender a engolir palavras irritantes, ao invés de dizê-las em voz alta. É preparar a comida mais fácil que puderem e sentarem juntos para comê-la tarde da noite, os dois tiveram um dia de loucos. É quando tens uma crise emocional e o teu companheiro se deita contigo, segura-te e te diz que vai dar tudo certo. E acreditas nele!
Trata-se de continuar amando alguém, apesar dos defeitos e dificuldades da vida.

Deixa estar

Deixa estar


Deixa-te estar.


Deixa-me - acima de todas as coisas - estar.

 

Eu não te pedi para abdicares de nada. De mim talvez. Implicitamente.


Não saber bem o que fazer depois, fez-me fechar a porta. Tu tinhas a chave, eu não mudei a fechadura.


Por isso nada mudou.

 

Fui tirando as coisas do lugar, mas não as arrumei.


Fui só ajeitando e acertando as posições. Questões de conveniências diárias.


Simples.

 

Mantenho a distância de segurança que me permite continuar.


Mas é impossível não me cruzar com o que tu és.


Eu reconheço a razoabilidade das tuas atitudes na porporção inversa aquela com que não percebes a minha posição.


Tão pouco compreendes que onde existiu tanto amor, exista agora apenas um vazio que não preenche o meu corpo.

 

Nunca poderás saber que não quis deixar de adormecer com a tua respiração.


Muito menos te devem alguma vez dizer que aceleras o meu batimento cardiaco, ou que quando o meu corpo escorrega encharcado do banho da manhã, quero que sejam as tuas mãos a embrulhar-me a toalha num abraço.


E vou sempre mentir, sempre.


Porque não posso dizer que contigo me sentia tranquila. Me sentia protegida. E a única instabilidade que tinha era o medo de não te saber fazer feliz.

 

Mas eu nunca vou dizer que esta era a verdade.


Está frio. A casa arrefeceu. Fecho as janelas e tranco a porta.


Deixa-me estar.

 

Pouso a minha mão direita sobre a minha mão esquerda. Aperto-as uma contra a outra, com a intensidade que preciso para sentir que serias tu ali.


Enquanto gritam comigo, enquanto calam a minha vontade, enquanto me empurram, eu aperto as mãos. A minha contra a minha.


Para sentir a tua.


" Deixa estar. "

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